terça-feira, 3 de dezembro de 2013

MUSTANG SHELBY COBRA

CIRANDA DA VIDA

Ciranda Menina

(Gonzaguinha)

Um coração doído pelo amor,/ É o maior motivo pra melhor cantar,/ Ai quem me dera esta dor sem jeito,/ Dentro do meu peito/ Pra eu me alegrar.// Um diamante desse tal quilate,/ Há muito não me bate,/ O brilho no olhar,/ É luz de sol, é noite com estrela,/ É tudo ao mesmo tempo,/ É mel que a abelha dá.//

Menina, é só a ciranda, da vida/ Chamando você/ Sorria e entre na roda,/ Avance e um beijo me dê,/ No beijo me passe a doença,/ Criança, me passe a benção,/ Depressa me diga a maneira,/ Que eu quero sofrer tal paixão.//

Quarteto Em Cy - Ciranda Menina (1980)

http://www.youtube.com/watch?v=mCY87wq037M

ETERNOS SAMBAS

02 de Dezembro, Dia Nacional do Samba.

Todo dia é dia de samba.

O primeiro sucesso do carnaval brasileiro foi u’a música francesa: "Les pompiers de nanterre”, em 1869.

“Em 1846, há um acontecimento que revoluciona o carnaval carioca: o aparecimento do “Zé Pereira” (tocador de bumbo). Para alguns estudiosos, esse era o nome ou apelido dado ao cidadão português José Nogueira de Azevedo Paredes, supostamente o introdutor no Brasil do hábito português de animar a folia carnavalesca ao som de bumbos, zabumbas e tambores, anarquicamente tocados pelas ruas.

A tradição se espalha rapidamente e o sucesso do “Zé Pereira” foi tão grande que, anos mais tarde (1869), uma companhia teatral resolve representá-lo numa paródia da peça teatral francesa “Les pompiers de Nanterre” (“Os bombeiros de Nanterre”), intitulada “Zé Pereira Carnavalesco”, de Larone e Martinaux. O comediante Francisco Correia Vasques incumbe-se em fazer a adaptação da canção de Antonin Louis e Philibert Burani (também intitulada “Les pompiers de Nanterre”) e canta-la na peça. A quadrinha torna-se famosa:

E viva o Zé Pereira
Pois que ninguém faz mal
Viva a bebedeira
Nos dias de carnaval”.

Essa só veio em 1889, da Chiquinha Gonzaga para o cordão Rosa de Ouro.

(Odylo Costa, Filho)

"Chiquinha Gonzaga - Ô abre alas ( marchinha de carnaval - 1939)

http://www.youtube.com/watch?v=4CTVXdcGyUU

REFLEXO ABSTRATO

Painel luminoso de exposição de cartazes de filmes num xôpicentis de Brasília, quando apagado, olhando bem de frente fica todo escuro, se olhar inclinado ele reflete as luzes do ambiente e fica assim dependendo do ângulo, vai mudando.Nessa foto ficou parecido com as pinturas do Manabu Mabe.

(foto Cabano, 181113)

domingo, 1 de dezembro de 2013

É DE MORER!

“Ed Mort e o Anjo Barroco

Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Durante meses ninguém entrara no meu escri - escritório é uma palavra grande demais para descrevê-lo - a não ser cobradores, que eram expulsos sob ameaças de morte ou coisa pior. De repente, começou o movimento. Entrava gente o dia inteiro. Gente diferente. Até as baratas estranharam e fizeram bocas. Não levei muito tempo para saber o que tinha havido. Alguém trocou minha plaqueta com a da escola de cabeleireiros, ao lado. A escola de cabeleireiros passou o dia vazia. Voltaire, o ratão albino, que subloca um canto da minha sala, emigrou para lá. Quando recoloquei a plaqueta no lugar, Voltaire voltou. Ele gosta de sossego. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta certa.

Eu estava pensando no meu jantar da noite passada - isto é, em nada - quando ela entrou. Nem abri os olhos. Disse: "A escola de cabeleireiros é ao lado". Mas quando ela falou, abri os olhos depressa. Se sua voz pudesse ser engarrafada seria vendida como afrodisíaco. Ela não queria a escola de cabeleireiros.

- Preciso encontrar meu marido.

- Claro - disse eu. - Vá falando que eu tomo nota.

Meu bloco de notas fora levado pelas baratas. Uma ação de efeito psicológico. O bloco não lhes serviria para nada. Só queriam me desmoralizar. Peguei o cartão que um dos pretendentes a cabeleireiro deixara em cima da minha mesa, com um olhar insinuante, no dia anterior. Tenho um certo charme rude, não nego. Sou violento. Sorrio para o lado. Uso costeletas. No cartão estava escrito Joli Decorações e um nome, Dorilei. Virei do outro lado. Comecei a escrever enquanto ela falava. A Bic era alugada.

- Não fui à polícia para evitar escândalo. Meu marido é de uma família conhecida. Isso não pode sair nos jornais.

Escrevi: "Linda. Linda!"

- Somos muito ricos. Meu marido vive de rendas. Desapareceu há uma semana.

Escrevi: "Se eu conseguir que ela prove o meu fettucine, está no papo". Ela disse:

- Ele saiu para devolver um anjo barroco a uma loja de decorações. Descobriu que o anjo era falso. A loja se chamava Joli Decorações.

Escrevi: "Epa !" Era o nome do cartão. Pedi para ela esperar e fui até a escola de cabeleireiros, ao lado. Dorilei estava tendo trabalho para dominar o boufant.

Recebeu-me com um sorriso brejeiro. Agarrei o, com dificuldade, pela camiseta colant. A escola de cabeleireiros estava cheia. Houve gritos. Senti que alguém tentava me arranhar por trás. Dei-lhe um cotovelaço. Bateu no medalhão. Doeu, mas doeu mais nele. Com o rabo do olho vi que outro se aproximava aos pulos. Estava armado com um pente elétrico. Derrubei um secador de cabelo no seu caminho. Fiz Dorilei rodopiar e o usei como escudo, ameaçando quebrar os seus dois pulsos. Isto os deteve. Mandei Dorilei falar, e depressa. Qual era a sua ligação com a Joli Decorações?

- Trabalhei lá até ontem. Não pude continuar. O ambiente! Por isso vim aprender a ser cabeleireiro.

O dono da Joli Decorações tinha se metido numa encrenca. Vendera um anjo barroco falso a um ricaço. O ricaço ameaçara denunciá-lo. Tinham se trancado no escritório de Randal, o dono, durante horas. Uma briga feia. No fim, saíram do escritório e da loja.

- Os dois juntos?

- Juntinhos.

Randal tinha um sítio em Teresópolis. O endereço foi a última informação que tirei de Dorilei, antes de atirá-lo contra a parede. Saí sob vaias. Gente intolerante. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.

Um detetive particular deve ter o poder da dedução. Deve procurar pistas e segui-las, não importa o risco. Mas às vezes a coincidência ajuda. Disse para ela que sabia onde procurar seu marido. Ela se atirou nos meus braços. As baratas, revoltadas, fizeram uma pequena dança de protesto. Voltaire nem olhou. Ela insistiu em ir comigo para Teresópolis. Iríamos no seu carro. O meu estava num estacionamento e eu não tinha dinheiro para pagar a estada. Três anos. Eu às vezes ia visitá-lo e chutar os pneus. Sou assim. Sentimental. Sei lá.

No caminho para Teresópolis, discutimos o caso. O marido poderia ter sido sequestrado. Ou então - foi ela mesmo quem disse - eliminado, para não contar o que sabia sobre o anjo barroco. Talvez existisse uma quadrilha de falsificadores de anjos. Como o marido era bem relacionado no meio de compradores de antiguidades, uma palavra sua podia arruinar os falsificadores. Sugeri que avisássemos à polícia. Ela disse que confiava em mim. Perguntou se eu estava armado. Respondi que sim. Meu 38 estava empenhado, mas canivete também é arma. Pensei: se eu morrer por ela, ela será minha devedora. Mas eu não estarei aqui para cobrar. Sorri com o lado da boca que ela podia ver, mas o outro lado pendeu de preocupação. Paradoxo. Perigo. Mamãe disse que eu devia estudar contabilidade.

Não foi preciso chegar até a casa. De uma colina, avistamos o jardim. Randal e o marido dela caminhavam entre os canteiros floridos. Estavam de mãos dadas.

Na volta ao Rio, ela não disse nada. Pensei em convidá-la a deixar aquela vida - apartamento na Vieira Souto, empregados, iates, viagens à Europa, aquela sujeira - e se juntar a mim. Meu fettucine com vinho Boca Negra a faria esquecer tudo. Tenho tudo que o Agnaldo Timóteo já gravou e ainda vou comprar uma eletrola. Perguntei se ela abandonaria o marido. Ela riu e perguntou se eu estava doido. Deixou-me na galeria. Esqueci de cobrar pelo trabalho.

O escri estava todo revirado. Frases escritas a batom nas paredes. A vingança dos cabeleireiros. As baratas só esperavam para ver a minha cara. Voltaire mudou-se para a loja de carimbos. Mort. Ed Mort. Estava na plaqueta, mas o Dorilei atirou no chão e sapateou em cima.”

(Ed Mort é um detetive particular “noir” criado pelo Érico Veríssimo e desenhado pelo Miguel Paiva e interpretado no cinema pelo Paulo Beti)

O JAMES É QUE NÃO FOI

Conversei com o Ed Mort a respeito do dossiê Kennedy (Caso JFK) e ele me deu dicas preciosas.

Esse assassinato é o 4º de um presidente yankie sem contar a tentativa frustrada contra o Ronald Reagan: Abraham Lincoln assassinado por John Wilkes Booth; James A. Garfield, assassinado por Charles J. Guiteau; William McKinley, assassinado por Leon Czolgosz e John F. Kennedy, assassinado por Lee Harvey Oswald. Desses quatro assassinatos três tiveram os assassinos foram definitiva e comprovadamente identificados, o único sobre o qual não existem provas definitiva nem a favor nem contra e que nunca admitiu ter sido o assassino, foi o Lee Oswald que foi morto dois dias depois por um individuo envolvido com um dos muitos grupos que tinham interesse em se livrar do presidente Kennedy, numa clara evidência de queima de arquivo ou silenciamento do único que poderia esclarecer muitos aspectos nebulosos desse crime.

Não é possível qualquer análise desse evento como em outros onde existem provas cabais do autor do crime, tem que considerar os fatos, circunstâncias, indícios e perguntas que ou não foram respondidas ou de respostas evasivas. Além disso, muitos fatos foram ocultados, provas, se existiram, foram destruídas, testemunhas ou qualquer alguém levemente suspeito de saber ou ter presenciado alguma coisa ligada a esse caso morreram por assassinato, por acidentes suspeitos ou por morte natural, se não me engano foram ais de 40.

Porque o carro – conversível – do presidente teve tão reduzida a sua velocidade, que já era lenta, justamente nesse trecho do percurso sem motivo justificável e justificado, uma vez que haviam pouquíssimas pessoas nos gramados ou calçadas assistindo? Comparando com outros locais onde passou a comitiva, essa pracinha estava praticamente deserta e mais, não haviam muitos prédios próximos que tivessem pessoas nas janelas para ver o presidente passar. Será que foi para dar mais chances ao atirador de acertar? Ou porque teria menos testemunhas? E esse atirador, seria 1 só? Ou o Lee foi o boi de piranha, enquanto as atenções se voltavam para o atirador do prédio do arquivo, o/os verdadeiros atiradores disparavam mais de perto com muito mais precisão. Foi comprovado depois que o atirador da janela do prédio fez uma sequência muito rápida de três tiros. Quem tenta atingir um alvo móvel dentro de um carro, também em movimento, naquela distância, não iria disparar de maneira tão rápida e precipitada, faria mira cuidadosa com bastante intervalo entre um tiro e outro. Talvez ele estivesse atirando de lá só para distrair a atenção do/dos verdadeiro/s assassino/s atrás da tal cerca debaixo das árvores ou de outros pontos da pracinha.

(continua)

(anotações a partir de +- 221113)

(Ed Mort é um detetive particular “noir” criado pelo Érico Veríssimo e desenhado pelo Miguel Paiva e interpretado no cinema pelo Paulo Beti)

DROGAS & CIA.

Beware of dogman, dog and drugs.

O Jesus não era filho único, o deus judeu teve também o Adão e a Eva, como é, era, homem e mulher ao mesmo tempo (hermafrodita), fudeu-se (não me perguntem como) e pariu gêmeos.

I'm not dog no, for live so humble/ I'm not dog no, pra viver tão humilhado.

Na casa do senhor não existe satanás
Na casa do senhor não existe ananás
Na casa do senhor só existe bafafás
Na casa do senhor só existe leva e trás
Na casa do senhor só existe leva atrás
Na casa do senhor só existe nos anais