sábado, 5 de maio de 2012

CIPOAL

“São Paulo, sábado, 05 de maio de 2012 FOLHA DE S.PAULO

Guru verde renega catastrofismo climático. Cientista britânico James Lovelock, 92, diz que errou ao prever que bilhões morreriam por causa de aquecimento. Embora ainda acredite na mudança climática, ele afirma que é necessário entender melhor o seu ritmo. REINALDO JOSÉ LOPES. EDITOR DE “CIÊNCIA+SAÚDE”. Depois de prever que o aquecimento global mataria bilhões de pessoas e reduziria a humanidade a um punhado de refugiados no Ártico, o cientista britânico James Lovelock, 92, admitiu que exagerou no catastrofismo. Criador da hipótese Gaia, segundo a qual a Terra se comportaria como um imenso organismo vivo, Lovelock é um dos gurus do movimento ambientalista. ... O problema é que não sabemos o que o clima está fazendo, embora achássemos que sabíamos 20 anos atrás. Isso levou à publicação de alguns livros alarmistas, inclusive os meus", disse Lovelock, um dos pioneiros do estudo da química atmosférica. ... Para Lovelock, é estranho que a temperatura global da Terra não tenha passado por algum aumento nos últimos 12 anos, enquanto os níveis atmosféricos de CO2 (gás carbônico ou dióxido de carbono), principal gás que esquenta o planeta, continuam subindo e batendo recordes. Lovelock declarou ainda que outros ativistas antiaquecimento global, como o ex-vice-presidente americano Al Gore, também forçaram a mão no catastrofismo. ... Para Lovelock, é estranho que a temperatura global da Terra não tenha passado por algum aumento nos últimos 12 anos, enquanto os níveis atmosféricos de CO2 (gás carbônico ou dióxido de carbono), principal gás que esquenta o planeta, continuam subindo e batendo recordes. Lovelock declarou ainda que outros ativistas antiaquecimento global, como o ex-vice-presidente americano Al Gore, também forçaram a mão no catastrofismo. ...”

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“04/05/2012 - 16:39. Meio Ambiente. Nos EUA, instituto compara quem acredita no aquecimento global a assassinos famosos. Imagens do Unabomber, Charles Manson e Fidel Castro são usadas em cartazes para atacar quem acredita nas teses sobre mudanças climáticas causadas pelo homem. Luís Bulcão.

O Unabomber em um outdoor da campanha que critica quem acredita na tese de mudanças climáticas causadas pelo homem. Os assassinos mais sanguinários do mundo, os maiores terroristas da história. É a esses tipos que o Heartland Institute, de Chicago, nos Estados Unidos, está comparando figuras públicas que manifestam crença nas mudanças climáticas causadas pelo homem. O grupo está espalhando cartazes em Chicago com fotos de criminosos famosos com os dizeres: "Eu continuo a acreditar no aquecimento global? E você?". A instituição norte-americana se dedica a criticar o fanatismo ambientalista. Mas sua cruzada, pelo visto, não é menos fanática. O primeiro cartaz da campanha utiliza a foto de Ted Kaczynski, o matemático de Harvard que ficou conhecido como "Unabomber" após matar três pessoas e ferir 23 entre 1978 e 1995, em ataques nos quais enviava bombas para cientistas. Os outros personagens utilizados na propaganda agressiva são Charles Manson, que coordenou uma série de assassinatos no final dos anos 60, e o ditador cubano Fidel Castro. Em um comunicado, os ativistas afirmaram que a foto de Osama Bin Laden também pode ser usada para representar as pessoas que acreditam nos prognósticos de mudança climática. "Esses degenerados e criminosos foram escolhidos (para figurar a campanha) porque fizeram declarações públicas dizendo que o aquecimento global causado pelo homem representa uma crise e que a humanidade deveria tomar medidas drásticas e imediatas", afirma o comunicado. Segundo a Heartland, as declarações dos "loucos e assassinos diferem pouco do que dizem porta-vozes da ONU, jornalistas da grande mídia e políticos liberais". Ainda no manifesto, o grupo diz que "nem todos os alarmistas do aquecimento global são assassinos ou tiranos". São razoáveis as reservas que os chamados céticos têm em relação às teses apocalípticas do aquecimento global. Um dos gurus do ambientalismo, James Lovelock, admitiu recentemente que exagerou em suas previsões. Mas, assim como não se pode considerar a ciência sobre o aquecimento global imune a questionamentos, nada autoriza o Heartland Institute a dar a questão por resolvida. O papel dos ceticismo, aliás, sempre foi o de manter investigações em aberto, não encerrá-las. A ação do grupo de Chicago mostra apenas que as discussões sobre o tema continuam contaminadas pelo alarmismos e pelo exagero de ambos os lados.” (Veja)

Briga entre ONGs é o que tem de melhor, é igual a briga de políticos: é a única maneira deles falarem a verdade. Um do outro.

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“São Paulo, sábado, 05 de maio de 2012 FOLHA DE S.PAULO

Análise. Nem cientistas sabem quanto o aquecimento influencia a cheia. EDUARDO GERAQUE. DE SÃO PAULO. É impossível afirmar que a histórica cheia na região Amazônica ou a seca igualmente histórica no Nordeste são sinais inequívocos das mudanças climáticas globais. Mas também não se pode dizer que não são, explicam os grandes especialistas no assunto. Ninguém afirma que os efeitos do aquecimento global não têm nada a ver com estes dois grandes eventos. Existem explicações naturais para a cheia e a seca. Mas também existe um conjunto razoável de dados mostrando que, no caso da Amazônia, os eventos de cheia estão mais potentes e também mais frequentes. ...”

Quer dizer, tá uma grande barafunda.

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“São Paulo, sábado, 05 de maio de 2012 FOLHA DE S.PAULO.

Em cidade alagada, famílias fazem 'vaquinha' para comer. Prefeitura de Anamã (AM) coloca desabrigados em barcos improvisados. 'A gente mesmo compra a comida, cada um dá um pouco', diz dona de casa que está em barco com mais 17 pessoas.

foto: Rodrigo Baleia/Folhapress.

BR> Entrada do município de Anamã (AM), completamente inundado pelas águas do rio Solimões. KÁTIA BRASIL. ENVIADA ESPECIAL A ANAMÃ (AM). Em Anamã, cidade amazonense submersa pelas águas do rio Solimões, os desabrigados estão alojados em barcos improvisados e têm de fazer "vaquinha" para comer. Todas as ruas estão alagadas desde a segunda quinzena de abril, atingindo uma população de 10 mil pessoas. Destas, 8.600 deveriam receber ajuda financeira da Defesa Civil, mas isso não ocorreu. No barco que fica ancorado no porto e serve de abrigo municipal, crianças comiam salsicha com farinha na quinta. "A gente mesmo compra a comida, cada um dá um pouco. A água para tomar banho vem do rio. Para beber, a gente pega no frigorífico", disse a dona de casa Raimunda Araújo dos Santos, 29, que está no barco há três semanas. Anamã fica na margem esquerda do Solimões, na confluência com o rio Purus. Partindo de Manaus, anteontem, a reportagem enfrentou cinco horas de lancha e carro para fazer os 165 km até a cidade. A Folha visitou a zona urbana de canoa. O cemitério está submerso, não há coleta de lixo e escolas estão fechadas, assim como órgãos públicos. As redes elétrica e de água, o comércio e uma agência bancária funcionam parcialmente. ...”

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“HIDROVIA. Rodrigo Baleia/Folhapress.

Homem navega em rua inundada em Anamã (AM), onde as águas do rio Solimões alagaram toda a cidade e desabrigados fazem 'vaquinha' para comer; no Nordeste, a seca ameaça as festas de São João, em junho (folhaSP).

Como é? Ninguém aí do governo, da mérdia do Sul Meravilha vai fazer uma campanhazinha para arrecadar auxílio para o Norte Coitado? Cadê a GoLoba e os golobais platinados?

Hidrovia ou hidrorua? Veneza ou Anamã? Táxi-canoa ou gondoleiro da Amazônia? Anamã tá na mão e no mato sem cão nem gato.