sábado, 20 de novembro de 2010

XICO JABUTI

Qaxôrrô no interior do Amapá não tem língüa. De tanto lamber lata de qonserva.

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A Ivete Sem Galo diz que adora o palavrão “caralho”, deve ser por iso que ela tá tomando e abuzando da Caralhuma.

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O que a mulher do Jabuti dise pra êle? Já, bóta. E o que êle respondeu? Já butí. (Comendador Mário Sobral)

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O Xico Buraque já fez múziqa pra qaralhuma, mas já deram três Jabutis pra êle, tão pra dar um fardão, será que é êse o obijetivo da trama? Eu axo que vou qomesar a esqrever um livro jaq esqrever aqui não dá Jabuti nem plantando, muito menos fardão, fantazia de intelequitualóidi. Vou esqrever um livro em folhas de papel pra ver se eu ganho uma daquelas também, até o Sarney tem uma no armário pendurada junto qom os esqueletos dêle. Antigamente só esqritor resebia Jabuti na qabêsa e vestia fardão de fanfarrôta, agora ... Qüalquer um que derrame leite já leva.

“Terça-feira, Novembro 09, 2010

QUEM VAI CASAR COM CHICO?

Chico Buarque já tinha faturado o prêmio Jabuti de 2010 com o seu último livro, “Leite Derramado”. Agora também ganhou o prêmio Portugal Telecom de literatura com o mesmo livro.
Nada contra o “Chico escritor”, mas fica a dúvida: Chico ganha por que é bom mesmo? Ou por que a rapa dos candidatos é ruim? Como literatura em país de analfabeto não é patrimônio que se preze, eu apostaria tudo na segunda opção. Mas prefiro fechar com a teoria do Edson Aran: “Metade da crítica quer dar pro Chico Buarque. A outra metade já deu.”

Seguindo nessa onda, nos próximos meses Chico ainda deve ganhar o Oscar, o Nobel, o Brasileirão e o título de Miss Barretos (miss carioca, miss fluminense e miss Fluminense).

PS: Prêmio “Jabuti” é mesmo um nome lindo, “de raiz”. E é muito apropriado para um prêmio de literatura – quelônios adoram “folhas”. Uma vez eu alimentei uma tartaruga com um livro do Caetano. Ela tá tossindo até hoje.” (Walter Carrilho, Jornalismo boçal)

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A CARNE (Seu Jorge/ Marcelo Yuca/ Ulisses Cappellette)

A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/

Que vai de graça pro presídio/
E para debaixo de plástico/
Que vai de graça pro subemprego/
E pros hospitais psiquiátricos/

A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/

Que fez e faz história/
Segurando esse país no braço/
O cabra aqui não se sente revoltado/
Porque o revólver já está engatilhado/
E o vingador é lento/
Mas muito bem intencionado/
E esse país/
Vai deixando todo mundo preto/
E o cabelo esticado/
Mas mesmo assim/
Ainda guardo o direito/
De algum antepassado da cor/
Brigar sutilmente por respeito/
Brigar bravamente por respeito/
Brigar por justiça e por respeito/
De algum antepassado da cor/
Brigar, brigar, brigar/

A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra/
A carne mais barata do mercado é a carne negra.
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(esternado às 06:00)
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